Polêmica

Ser, ou não ser...

 

Igreja, cientistas e sociedade ainda se confrontam diante da homossexualidade

 

Ailim Braz

 

Apesar da discussão cada vez mais freqüente nos meios de comunicação e nos ambientes de convívio social, a homossexualidade continua sendo um tema bastante polêmico. Por mais que se estude sobre o assunto, inúmeras hipóteses para as causas se mantêm e nunca se chega a nenhuma conclusão. Nessa perspectiva a igreja, os cientistas e a sociedade se opõem ao analisar a orientação sexual que ora é vista como sendo determinada por fatores sociais, ora biológicos, ora psíquicos.

Em entrevista concedida à edição número 416 da revista Época, em maio desde ano, o sociólogo americano John Gagnon realimenta a teoria da sexualidade como determinação social. Para Gagnon, um dos pioneiros no estudo sobre o assunto, a orientação sexual assim como a atração e a idéia da necessidade por sexo são construídas socialmente. “Tudo depende da cultura, do que a pessoa aprendeu que deve desejar”, embora haja um conflito “entre o que as pessoas gostariam de fazer e o que é considerado apropriado”, afirma o sociólogo.

Em oposição à idéia de influência social, a Igreja Católica sempre manteve um mesmo discurso. Conforme explica Pe. Mauro Duarte Chaves, da Paróquia do Imaculado Coração de Maria (Alexânia – GO), a homossexualidade se caracterizaria por um desequilíbrio mental ou até mesmo por uma “obra demoníaca” na vida da pessoa e seria, portanto, um pecado. O padre afirma receber com freqüência a visita de homossexuais que se dizem insatisfeitos por gostarem de pessoas do mesmo sexo. “Muitos chegam a chorar. Vêm em buscam de apoio espiritual e, após a benção, sentem-se curados e reconfortados”, diz Pe. Mauro. E acrescenta, “mesmo por ser um ato contra a natureza humana nós compreendemos, mas não aceitamos o homossexualismo. A Igreja ama o pecador, mas odeia o pecado!”.

De acordo com a psicóloga Anacélia Martins, todo ser humano nasce com uma porcentagem de homossexualidade. “Se no meio onde eu vivo há uma realidade onde a homossexualidade é aceita ou excessivamente exposta, minha porção homossexual se manifesta”, defende a psicóloga que também é mestranda em Psicopedagogia.

Com a mesma opinião de Martins, o estudante Ricardo Ribeiro, 22, que aos 16 anos percebeu sua preferência sexual por homens, defende fatores psicobiológicos como determinantes da sexualidade. “Há algo instintivo, natural, que sustenta minha orientação embora eu avalie e decida conscientemente o quê, quando e onde quero ‘ficar’ com alguém. A questão social, em minha opinião, só entra em cena para determinar a minha auto-aceitação e facilitar ou dificultar a exposição de algo que sempre fez parte de mim”, justifica-se

Inclusão

Telecentro Acessível

 

Com projeto pioneiro, Taguatinga promove a inclusão digital de deficientes e pessoas carentes

 

Joceline Gomes

 

Como será que deficientes visuais, auditivos ou mentais fazem para acessar a Internet? Conviver com a exclusão digital não é fácil para pessoas comuns, imagine para aquelas portadoras de alguma deficiência. Para diminuir esse problema, um projeto inovador já está em atividade desde o dia 10 de maio. Trata-se do Telecentro Acessível de Taguatinga.

            O telecentro atende pessoas com deficiências múltiplas, mas também idosos e pessoas de baixa renda a partir dos 12 anos. Para utilizar-se das 25 máquinas, dentre as quais três totalmente adaptadas para portadores de necessidades especiais, é necessário seguir um procedimento. Após um primeiro cadastro, é feita uma ampla entrevista para obter informações sobre a capacidade de comunicação e locomoção, a funcionalidade motora e cognitiva, e a condição visual do potencial aluno. Após esta entrevista, um formulário é gerado e entregue aos monitores, que direcionam suas aulas conforme o interesse e a necessidade de cada um.

A ONCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Acessibilidade Brasil é a idealizadora e executora do projeto, que visa incluir digitalmente toda a comunidade. Doze monitores, dentre eles dois supervisores, auxiliam aqueles que os procuram, sem intenção de formar profissionais ou emitir certificados, apenas ensinar o que necessitam aprender.

As máquinas reservadas aos usuários com deficiência visual possuem um programa chamado DOSVOX, que dita cada elemento digitado e conclui com a pronúncia final da palavra. O programa Motrix, desenvolvido para portadores de deficiências múltiplas, responde a estímulos sonoros, permitindo que aqueles que por algum motivo tem dificuldade ou impedimento de locomoção, consigam aprender informática e manipular dados no computador. Ambos os programas foram desenvolvidos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo o monitor Igor Fabrício, existem, hoje, aproximadamente 200 pessoas cadastradas no projeto. Por esse aumento no número de inscritos, cogita-se a possibilidade de diminuir o tempo de acesso da comunidade de uma hora para 30 minutos a fim de que se possa desenvolver melhor a metodologia com os portadores de necessidades especiais. “É um projeto interessante. Não estamos ajudando por caridade é um direito deles”, diz o monitor.

Brasília

Pânico no lago

Karina Ferraz

 

Quem não se lembra do filme “Pânico no lago”? Um filme que lotou as salas dos cinemas em 2001. Pois é, aquela história de ter um bicho no lago amedrontando as pessoas está acontecendo no Lago Paranoá desde o dia 15 de Abril. Mas não precisa de pânico, no filme o bicho era um crocodilo gigante que comia pessoas sem dó e sem pena, muito diferente do que acontece no lago. Lá estão três jacarés com o tamanho aproximado de 3,5m. A primeira aparição do crocodilo foi no deck de uma casa na ML 7, no Setor de Mansões do Lago Norte. Assuntou quem estava brincando na beira da piscina. “O bicho permaneceu cerca de 20 minutos em frente minha à casa, mas se assustou com os gritos das crianças e voltou para à água.” Assim relata a empresária Cláudia Maldonado, de 45 anos, dona da residência.

Identificado pelos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como jacaré-açú, espécie típica da Amazônia. Lá chegam a medir até 6 metros. Os especialistas garantem que não há motivo para pânico. Mas pedem para que as pessoas tenham cautela ao usar o lago. Embora, não haja registro de ataque, alertam para uma possibilidade.

Ainda não foi identificado de onde vieram os répteis. Caso tenha sido colocado por alguém, infringe o artigo 31 da Lei de Crimes Ambientais (9.606, de 1998). Introduzir espécime de animais sem parecer técnico oficial favorável e licença ambiental expedida por autoridade competente é crime sujeito a detenção por três meses a um ano e multa.

A busca incansável pelos bichos continua. E o assunto invade as rodas de discussões entre os brasilienses. “Não acho que os jacarés devem ser tirados daqui, quem garante que não irá matá-los depois?” Diz o estudante de Administração, João Paulo Marinho. Pensamento que difere da dona de casa e freqüentadora da prainha, Maria de Lurdes Gonçalves: “Acho que eles devem continuar procurando os jacarés. Se deixar pra lá, eles podem atacar alguém”.

tecnologia

Para todos os gostos

 

Tecnologia permite, por meio da manipulação digital de imagens, profundas alterações em figuras e vídeos.

 

Daniel Guerra

 

 

            Na última quinta-feira, dia 25/05, foi realizada no auditório do bloco K da Universidade Católica de Brasília palestra sobre a manipulação digital de imagens. Renato Baltar e Lílian Rosa, especialistas em arte digital e arte eletrônica, respectivamente, foram os palestrantes. O professor Yazbek, da Católica, foi o introdutor do tema, iniciando o assunto de forma descontraída e engraçada. Os 26 alunos presentes ao auditório fizeram perguntas e tiraram dúvidas ao longo do evento.

            Baltar falou durante grande parte do tempo. Citou o já popular photoshop como o principal programa na edição de fotos, e o menos conhecido after effects  na edição de vídeos. “Ficamos seis meses estudando o photoshop para usá-lo bem. Disso surgiu uma apostila e até mesmo a idéia do Complexo de Artes, que hoje funciona na UnB”, conta o especialista. Baltar também enumerou os benefícios das manipulações digitais no fotojornalismo, na impressão, na arte gráfica, entre outros. “As imagens podem estar boas o quanto for, hoje não existem figuras ou fotos que não necessitem de um ajuste digital”, conclui o palestrante.

            Lílian Rosa pouco falou. Limitou-se a apresentar-se e então passou a palavra a Renato. Na maior parte do tempo, ficou controlando pelo computador os slides que mostravam algumas gravuras manipuladas. Na que gerou mais curiosidade nos alunos, foi mostrada uma imagem religiosa que passou por um tratamento digital por meio do scanner, por Renato Baltar e sua equipe, para uma igreja de Curitiba. Ao final da palestra, ele citou que a produção digital passa a ser uma arte – e deixa de ser design –, a partir do momento em que forma e conteúdo se agregam perfeitamente.     

Primeiras Letras

 

Alfabetização é o caminho para novas conquistas

 

Marcus Vinícius Leite

 

O Projeto Alfabetização Solidária é uma iniciativa de educação de adultos, realizado em parceria com a Associação de Apoio ao Programa de Alfabetização Solidária (AAPAS). A UCB seleciona os professores nas cidades satélites e se responsabiliza pelo processo de formação inicial e continuada. Desde 1996, realiza – se em favor de pessoas adultas não letradas no DF. Tem como objetivo principal contribuir na superação dos estudantes e instituir a educação entre eles, bem como ajudar na sua inserção na Educação de Jovens e Adultos (EJA) para a continuidade nos estudos. O curso é constituído por módulos com duração de 6 meses, sendo 1 para a capacitação dos mestres e 5 para aprendizagem. Tendo como público, pessoas acima de 15 anos que não tenham o domínio da leitura.

 

Informações: 33569162

VI SECOMUNICA

A Placenta “nasceu”

 

A revista digital Placenta da Agência Júnior de Publicidade Matriz, foi lançada

na Universidade Católica de Brasília (UCB) em noite de festa

 

 Dalila Saúde

 

          O clima era de alegria e expectativa. Alunos e professores que estão envolvidos com a revista desde o projeto, aguardavam ansiosos pelo lançamento (último dia 26) no Bloco São Marcelino Champagnat (bloco k). Bem autêntico, o professor e coordenador da Matriz, Ronaldo Carvalho, iniciou a noite com a síntese do propósito da revista digital Placenta: “É a nossa tentativa de aproximar o estudante do dia-a-dia da publicidade. Queremos estreitar a ligação entre mercado e aluno”, disse.

          Além de ser uma fonte de informação para estudantes e profissionais da área de publicidade, é um espaço de exercício, procura e ajuda. Um sonho que começa a ser realizado com muito empenho. A importância da relação entre Jornalista e Publicitário também foi destacada pela editora-chefe da revista, Julianna Naves.

.       A Placenta é quinzenal. A capa da edição é escolhida através de um concurso, e quem vencer tem a capa que criou publicada na revista. Além destes fatores, a revista é bem segmentada. Tem canais como o “Teste do Pézinho”, “Sacola”, “Coluna”, “Álbum de fotos”, “Notícias” e “Ultrasonografia”.

         Basta acessar o site www.matrizcomunicacao.com.br/placenta para conferir. Ronaldo Carvalho ainda disse mais: “A Matriz é uma agência de construção de profissionais. É minha paixão na vida. Arrumei mais uma namorada” (referindo-se à revista). Um coquetel finalizou a noite.

VI SECOMUNICA

Sempre Pinóquios

 

Mesa redonda da VI SECOMUNICA discute a mentira na comunicação

Ailim Braz

 

Sabemos que a mentira existe e muitas vezes é usada para tirar vantagem, enganar ou prejudicar alguém. Poucas pessoas sabem, porém, que o significado de “mentira” vai além da idéia de falsear uma verdade. Para discutir o assunto, professores e estudantes de Comunicação lotaram a sala K023 do bloco São Marcelino Champagnat (bloco K) na manhã do último dia da Semana da Comunicação (SECOMUNICA).

A mentira analisada sob os aspectos ético, estético, pragmático e publicitário pôde ser “resignificada” e contextualizada ao cotidiano das pessoas. “A vida em si já é uma mentira. Não existe uma realidade. O que existe são representações que criamos a partir dos signos que conhecemos”, afirma o condutor do debate, Luís Carlos Iasbeck, doutor em Comunicação e Semiótica. Ao lado de Iasbeck, palestraram também as professoras Maria do Amparo, Ana Beatriz Barroso, Rosana Pavarino, e a publicitária Ana Paula Fernandes.

Ao abordar a história e estética da mentira, Barroso chama a atenção para a necessidade da representação. Segundo a professora, a mentira nos ajuda a compreender a existência e organizar o caos. “Nascemos e, a partir de então, passamos a imitar, a representar. Isso se revela nas artes. A imitação é uma mentira e, portanto, natural para o ser humano”, explica.

Mas também pode ser que a mentira não exista, conforme apresenta Pavarino. Para a professora, a pessoa ao contar uma mentira toma para si como verdade as palavras ditas. Dessa forma, o que seria mentira para um, seria verdade para o outro.

Em defesa da mentira nas propagandas comerciais, Ana Paula Fernandes diz que os anúncios devem provocar a emoção, a fantasia, ao mesmo tempo em que informa sobre o produto. Trabalho duro para os publicitários, que têm de conciliar mentira e verdade na intenção de conquistar o público.

Atraído pela popularidade do professor Iasbeck, o estudante Luís Felipe Rocha, do terceiro semestre de Publicidade, afirma ter adorado a discussão. “O tema é muito importante e a mesa redonda despertou a reflexão, nos ajudando a compreender os vários sentidos e significados da mentira. Ela está presente em nossa vida e em nosso trabalho, fazendo-se até necessária”, justifica.

Assessoria x Imprensa

Presente trocado

 

Assessoria da UnB faz aniversário, mas quem recebe presente são os estudantes e profissionais de Comunicação

 

Ailim Braz e

Dalila Saúde

 

            Saber o que dá uma boa pauta e se ela é de caráter local ou nacional. Saber como, onde, com quem fazer a apuração, e sobre os aspectos de exclusividade da informação. Critérios básicos na profissão de Jornalista, esses foram os assuntos abordados no seminário que discutiu “A Relação entre as Assessorias de Comunicação e a Imprensa”, realizado na Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos).

O evento aconteceu em comemoração pelos 20 anos da Assessoria de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). As palestras, conduzidas por profissionais atuantes em vários setores da área de Comunicação, aconteceram na manhã e tarde da ultima segunda-feira (22/05). Entre os convidados estava a chefe de redação do SBT em Brasília, Valderez Caetano, o editor executivo do jornal Correio Braziliense, Carlos Marcelo, o coordenador de jornais locais da TV Globo em Brasília, Ângelo Lima, o repórter da Revista Veja, Otávio Cabral e o gerente regional da CBN Brasília, Estevão Damázio, além de professores e pesquisadores da UnB, como Dione Moura, David Renault e Luiz Martins.

 

História

            Nem sempre a Assessoria da UnB esteve à frente da comunicação institucional da Universidade. Relembrando a época da ditadura militar, o jornalista Hélio Doyle, fundador da Assessoria de Comunicação da UnB, fez um breve histórico sobre as dificuldades enfrentadas na época para deixarem de cobrir e escrever apenas sobre eventos sociais na Universidade. Hoje, segundo o reitor Timothi Mulholland, que abriu o evento, a situação mudou. “A Assessoria presta um trabalho imprescindível para a UnB levando à sociedade o conhecimento sobre o que vem sendo feito na Universidade”, afirma Mulholland.

            Ao introduzir a relação assessorias X imprensa na discussão, a chefe do Departamento de Jornalismo da UnB, Zélia Leal, descreve o fato de, na Europa, o assessor não ser considerado um jornalista. “Lá, ao entrar para uma assessoria, o jornalista perde a carteira” lamenta. Para Leal, o que acontece seria um reflexo da má utilização do trabalho jornalístico pelo assessores, e do das assessorias pelos repórteres. “Alguns jornalistas convencionais se limitam às redações e não vão à procura das fontes. Com isso, corre-se o risco de dar informações imprecisas. O jornalista deve ir atrás para saber a verdade e não apenas contatar as assessorias”, aconselha a chefa.

Continuação da matéria "Presente trocado"

Inovação

 

Para definir o que seria uma “boa pauta”, Carlos Marcelo apresenta cinco fatores principais a serem levados em conta na apuração de um fato: o ineditismo (inédito) e a relevância do assunto, a abrangência, a identidade, a polêmica e o próprio repórter.

Segundo o editor executivo, as pautas devem ser de interesse do maior número possível de pessoas, manter sintonia e cumplicidade com o leitor, conexão direta com a comunidade e gerar inquietações para que o leitor se manifeste, tenha vontade de buscar mais informações e promover o debate de idéias.

Quanto ao trabalho do repórter, o grande barato é inovar. As pautas estão em todos os lugares. Por isso, o jornalista deve ser detalhista no momento de escolher o que dá uma boa matéria. “A ‘Capricho’ é um ótimo exemplo. A Revista espalha seus repórteres em portas de escola, shoppings, e ‘escutam’ as conversas dos adolescentes. Lá eles sabem o que estão na boca do seu público-alvo”, afirma Carlos Marcelo.

A pauta aliada à imagem, é uma preocupação a mais para o jornalista que trabalha para a televisão. “Aprofundar um tema em televisão é muito difícil, já que não temos tanto tempo. O telejornal é bem mais seletivo que o jornal impresso”, afirma Ângelo Lima.

O professor David Renault destaca outro ponto importante: “há dias na semana com maior volume de informações. Talvez uma pauta leve vantagem em relação às outras”. O fundamental, segundo Renault, é que o jornalista saiba a melhor hora, lugar, e pessoa a quem enviar a matéria. “O profissional tem que saber vender”, acrescenta.

 

Confiança

 

            A relação entre jornalistas e cientistas não poderia ficar de fora da discussão. Considerada por muitas pessoas um relacionamento impossível, os profissionais das duas áreas podem sim, manter um diálogo harmonioso. É o que defende o cientista da área de Doença de Chagas e pesquisador do CNPq, Antônio Teixeira, ao afirmar que a relação é “necessária e indispensável”, exigindo-se apenas a confiança e humildade mútua entre os envolvidos na relação.

            O objetivo do diálogo entre comunicação e ciência é o fato de os avanços científicos, hoje, interessarem à toda sociedade. Aí é que entra a imprensa, propagando a informação e “traduzindo para o senso comum as pesquisas científicas”, como afirma a diretora de redação da Revista Pesquisa Fapesp, Mariluce Moura.

Embora possível, o que dificulta o entendimento entre cientistas e jornalistas, segundo a professora Dione Moura, são alguns pesquisadores que se limitam em seu “próprio mundo” achando-se donos da verdade e os jornalistas, que nunca têm tempo para se aprofundarem no assunto.

 

O seminário “A Relação entre as Assessorias de Comunicação e a Imprensa” foi a primeira experiência realizada pela Editoria de Comunicação Institucional da Assessoria da UnB, conforme anunciou o assessor de Comunicação da UnB, Rodrigo Caetano.

VI SECOMUNICA

Feira de Marketing apresenta idéias criativas de alunos de Publicidade

 Joceline Gomes

    

Alunos do 1º semestre de Publicidade e Propaganda, orientados pela professora Rosana Pavarino, produziram uma feira de marketing exposta no saguão do auditório do bloco São Marcelino Champagnat (bloco K) nesta quinta-feira.

            A intenção da Feira era estimular os estudantes a fazerem pesquisa de mercado, ou seja, incentivar a prática do marketing em si. “O principal objetivo era aprender, em grupo, a fazer um plano de marketing, a criação e o lançamento de algum produto”, explica Rosana.

            A turma de marketing básico explorou toda sua criatividade. Produziu vídeos e banners de seus produtos fictícios, sendo que alguns grupos pretendem patentear e apresentar a uma empresa que possa produzí-los de fato. Caso do tênis “Flex”. Pensado a partir de uma pesquisa feita entre alunos da Universidade Católica de Brasília (UCB), o sapato teria a parte de cima removível, podendo ser trocada para combinar com roupas e estilos diferentes. Thiago Magnus, integrante do grupo criador da idéia, afirma que o interesse demonstrado pelos alunos os incentivou a tentar levar o projeto adiante. “Consideramos viável. As pessoas gostam de coisas diferentes. Vamos patentear e apresentar para alguma empresa”, anima-se o estudante.

            Outro produto que chamou a atenção foi o suporte para livros “Pra ler”. Com altura e base para livros reguláveis, a criação chegou a receber encomendas, mesmo expondo-se apenas desenhos. “É muito prático. Principalmente para os universitários, pois pode-se estudar confortavelmente na cama, com as mãos livres para comer ou fazer anotações”, explica Viviane Miranda, expositora do grupo responsável pela idéia.

            A maior dificuldade dos estudantes foi construir um protótipo para o produto. Tornar concreta a invenção, com os materiais apropriados, é dispendioso e complicado devido à complexidade de algumas idéias. O estudo para elaboração de uma campanha serviu como experiência para os futuros publicitários. “A pesquisa foi a parte mais interessante, pois trouxe muita informação relevante ao desenvolvimento do trabalho”, afirma o estudante Filipe Camilo.

            Haverão outros eventos direcionados aos alunos de publicidade até o final da VI Semana da Comunicação (SECOMUNICA). Esta tarde, das 14h às 17h30, uma palestra sobre Cinema e Publicidade e amanhã, sexta-feira, um debate sobre Mentira e Publicidade, das 8h às 11h30, ambos no auditório do bloco K.

VI SECOMUNICA

Comunicação visual

 

Palestra debate a manipulação de imagens

 

Anna Virgínia Cunha

 

Quem nunca desfrutou das vantagens de poder tirar aquela espinha ou uma ruga do rosto de uma fotografia com o auxilio do Photoshop?

Corpos perfeitos, imagens totalmente focadas, cores vibrantes, são alguns dos tratamentos feitos na maioria das fotografias nos dias atuais. Desta forma, uma palestra ganhou destaque na manhã de hoje (25/05) na VI Semana da Comunicação (SECOMUNICA).

 Realizada no auditório do bloco São Marcelino de Champagnat (bloco K), a palestra ministrada por Lílian Ribeiro Rosa e Renato Baltar abordou de forma dinâmica os problemas e dúvidas sobre a manipulação digital de imagens.

Entre as dúvidas, a mais recorrente é sobre a manipulação de imagens no meio jornalístico. Segundo o professor Baltar, “o limite ético está em não manipular a foto jornalística para induzir a um fato noticioso. Para manter o papel referencial do jornalismo a veracidade é das características essenciais”.

Para a estudante de Publicidade Amanda Talamonte “a manipulação de imagens não é uma forma de enganar, mas de direcionar o olhar do sujeito, para melhorar sua recepção”.

Entretanto esse não foi o único assunto em discussão. Após a palestra, mesmo não sendo um profissional nesse programa de computação é possível uma noção do que é, e como utilizar de forma ética e responsável os recursos oferecidos pelo photoshop. E de posse dessa interface aperfeiçoar sua comunicação através da imagem.

VI SECOMUNICA

Imagens Manipuladas

Ricardo Borges

 

Com a chegada da era digital, diversos softwares são criados para a manipulação de imagens. Um dos principais existente no mercado é o Photoshop, considerado o mais completo programa de edição e criação de imagens. Utilizado pela maioria dos fotógrafos para obter uma melhor resolução e qualidade das fotografias, muitas vezes o programa é usado de forma antiética.

Na manhã de hoje (25/05), estudantes e professores do curso de Comunicarão Social da Universidade Católica de Brasília (UCB) puderam esclarecer dúvidas e aprender como utilizar programas de manipulação de imagens digitais. Cada vez mais difundido entre os jovens, as técnicas de edição de fotos foram discutidas na palestra “Manipulação Digital de Imagens”, da VI Semana da Comunicação (SECOMUNICA).

A discussão foi conduzida por Lílian Ribeiro Rosa e Renato Baltar, no auditório do bloco São Marcelino de Champagnat (bloco K). Os palestrantes apresentaram o Photoshop e as principais ferramentas de edição no programa. De todas as vantagens oferecidas pelo software, as mais populares é a capacidade de se poder regular o brilho, o contraste, a sobreposição de camadas, a luminosidade e os filtros, melhorando aspectos desagradáveis na imagem.

Perguntado se as imagens manipuladas são arte, Baltar defendeu o fato das figuras constituírem sim, uma criação artística. “Os artistas são como artesãos que conhecem as ferramentas e depois utilizam sua criatividade produzindo arte. Sendo assim, todas as imagens, manipulada ou não, são arte”, afirma Baltar.

A VI SECOMUNICA termina amanhã (26/05), com palestras, debates, mostras de vídeos e oficina, no período da manhã e noite. Para quem não participou de nenhuma atividade, ainda há tempo de aproveitar.

VI SECOMUNICA

ABERTURA DA VI SECOMUNICA

 

A Semana da Comunicação da UCB começou nesta segunda-feira, os 10 anos do curso são o destaque

 

Caio Brant

 

            Manhã de segunda-feira na Universidade Católica de Brasília. Alunos e professores do curso de Comunicação Social chegam ao auditório do bloco São Gaspar Bertoni ao som de alegre música clássica. Obra do compositor alemão Johanes Brahms, “Abertura para uma festa acadêmica op. 80” é o som de início para a abertura da VI Semana da Comunicação (SECOMUNICA).

            O evento celebra nesta edição os dez anos do curso de Comunicação Social na universidade. E importantes figuras dessa história estiveram presentes, como os jornalistas e professores José Salomão Amorim e Luiz Martins, fundadores do curso na UCB. Especialmente chamados de “compositores da partitura curricular” pelo ex-diretor do curso, professor Milton Cabral, eles contaram os desafios enfrentados na formação do currículo para implantação do curso. Desafios de um período de transição: da sociedade industrial para a sociedade da informação, do analógico para o digital, e outros panoramas político-sociais como globalização e neo-liberalismo. Mas a inovação que o também ex-diretor do curso José Salomão Amorim destacou foi no padrão de relacionamento com os alunos, num novo convívio de relações horizontais. Tal característica também foi reforçada pelo atual diretor, João José Curvello, que destacou as relações existentes hoje entre os alunos, perceptível nos corredores, na frente do “K” ou no orkut, site de relacionamentos na internet.

            O outro fundador do curso, professor Luiz Martins destacou os sonhos que vislumbrara há dez anos, refletindo também a respeito dos sonhos dos fundadores da UCB há mais de trinta anos. E convidou os acadêmicos presentes a continuarem a ter sonhos “O CEP, o logradouro da utopia é a universidade. É um dos poucos lugares em que nos é permitido sonhar”. Ele também enfatizou que a história da universidade se constrói em conjunto pelos professores e alunos, executores dessa obra composta há dez anos, os construtores do espírito acadêmico.

            O professor Curvello finalizou os depoimentos da mesa destacando os feitos do curso na última década. Laboratórios, agência Junior, projetos de pesquisa e outros desafios que fizeram o curso exercer o que lhe cabe, produzir conhecimento. “O curso é uma entidade viva, dinâmica. Nós buscamos formar profissionais de qualidade, que façam diferença”. Após pronunciamentos de alunos e professores sobre o curso, o diretor finalizou divulgando a programação e destacando a proposta desta semana, que é ser um evento do curso voltado mais para si mesmo: “É realmente uma semana muito interna, que tem como proposta reforçar a própria identidade”.

 

Confira aqui a programação da VI SECOMUNICA

 

 

Depilação definitiva? Não totalmente

 

Verdades e mitos sobre o laser e a eletrólise

Joceline Gomes

                            

                        

Aparelho utilizado na depilação a laser     Maristela analisando a pele de paciente que deseja se submeter a sessões de eletrólise

 

 

Os pêlos sempre foram um incomodo para as mulheres. No rosto, nas pernas, entre outros locais, eles chamam a atenção e diminuem a auto-estima feminina. Por esse motivo, as técnicas depilatórias ditas definitivas têm sido a opção a que recorrem aquelas que não suportam mais a dor regular da cera ou a curta eficácia da lâmina.

O laser é uma alternativa eficaz, porém, diferente do que muitas clínicas de estética divulgam, não é um método definitivo. “É mais uma depilação de longa duração”, diz Maristela Tokarski, enfermeira e esteticista há mais de vinte anos. A cada sessão, o laser diminui a espessura e a quantidade dos pêlos que nascem. Em algumas pessoas, até mesmo param de nascer por algum tempo, mas podem reaparecer. Apesar de eficiente, há contra-indicações. Segundo Maristela, o método não é recomendado a pessoas de pele morena ou bronzeada, pois o laser não consegue distinguir o pigmento do pêlo com o da pele; pessoas com pêlos finos e claros; e depilações no rosto, por ser uma área mais restrita e delicada.

Uma técnica que, esta sim, elimina definitivamente os pêlos é a eletrólise. Este método consiste numa descarga elétrica na raiz do pêlo (eletrocoagulação) que impede que ele nasça novamente. Assim como no tratamento a laser, são necessárias várias sessões. Sendo que, em regiões onde já houveram depilações anteriores, o número de sessões será maior. Por isolar cada pêlo, o método é largamente utilizado em depilações faciais, como sobrancelhas e buço, sendo também recomendado para peles mais escuras. O procedimento é antigo, e doloroso. Mas uma pomada anestésica aplicada com duas horas de antecedência, em média, ameniza ou impede a sensação.

Ultimamente, tem-se empregado o tratamento conjugado – as duas técnicas – para mais rápido alcance de resultados. “O laser afina o pêlo, tornando-o mais fraco. E a eletrólise elimina sua raiz em poucas sessões”, explica a esteticista. A estudante de Administração Cleane Lima afirma que, apesar do elevado custo, o investimento compensa. “Vale a pena fazer um tratamento que elimine completamente os pêlos. Mesmo a longo prazo, é algo definitivo”, opina a recente paciente de Tokarski.

Existem diversas causas pelas quais nascem os pêlos, em maior ou menor quantidade. Por isso, antes de se submeter a qualquer método depilatório, é recomendável uma avaliação médica, na qual, ao identificar o tipo de pele e a origem biológica do pêlo (genética, hormonal), se determinará qual o tipo de tratamento é mais indicado. “Não tratamos as causas, apenas as conseqüências”, alerta Maristela.

Campus

Ginga baiana contagia a UCB

 

Dalila Saúde

 

       Hoje pela manhã, alguns soteropolitanos que estudam na Universidade Católica de Brasília (UCB), se sentiram cheios de êxtase. Presenciaram uma belíssima apresentação da escola "Olodum Mirim" (banda show - que foi à UCB - composta por 18 integrantes, e a banda peso por 150 integrantes), vindos direto de Salvador. Até quem não é baiano, mas tem encanto pela terra do axé e do afro-reggae, entrou no clima e dançava ao som vibrante da percussão dos jovens adolescentes.

       Sempre cheios de sorrisos, simpatia e o sotaque manso de fiéis soteropolitanos, o “Olodum Mirim” também se apresentou na UnB com o objetivo de parabenizar a Universidade de Brasília pela implementação do sistema de cotas para negros. E na Esplanada dos Ministérios,  participaram do evento contra a exploração sexual de menores.

        O “Olodum Mirim” encerrou a Semana de Serviço Social e Psicologia na UCB, e melhor não poderia ter sido.

Botânica

Projetos ambientais na UCB

 

A universidade Católica de Brasília desenvolve diversos projetos ambientais.

 

                                                         Fernanda Pessoa

                                                                   

          A UCB possui diversos projetos ligados à botânica e que estão sendo empregados a partir do cultivo de plantas variadas. Encontramos na estufa plantas de diversas partes do Brasil e do mundo. Plantas originárias da Amazônia, Pantanal, Bahia, África, América do Norte. A universidade possui uma das melhores estufas de cultivo de aráces do Brasil. Existem três estufas, uma para clima tropical úmido, que representa a região amazônica, outra de clima natural, mas com o detalhe de possuir filtros para a diminuição de insetos, e uma do tipo “sombrite” que filtra a eminência de luz diminuindo em 30% sua incidência, assim deixando as plantas em estado de “dormência”.

       Dentro dos projetos desenvolvidos a partir das plantas cultivadas, encontramos um desenvolvido pela EMBRAPA que, estuda o melhoramento do cultivo de amendoim. Projetos de engenharia ambiental estudam a mamona e seus potenciais como biodiesel. Um dos projetos desenvolvidos pelo curso de química da UCB, tem como objetivo extrair um anticoncepcional para homens de uma planta da família das solonasceas. Ainda encontramos projetos ligados aos cursos de biologia e farmácia.

Existe também o Projeto Jardim Jurássico, que tem como objetivo expor plantas gimnospermas, que são contemporâneas à época dos dinossauros.           

      Silvio Pereira (35),técnico do laboratório botânico, arfima que “estão abertas vagas para estagiários. Três bolsas estão disponíveis para os estudantes da Universidade que estejam interessados a aprofundar seu conhecimento sobre botânica.”

 

  

Lançamento

Revista Dialogos em nova edição

 

Caio Brant e Dalila Saúde

 

      A revista Diálogos da Universidade Católica de Brasília (UCB) chega à sexta edição. A publicação semestral reúne artigos selecionados na comunidade acadêmica. O lançamento dessa edição aconteceu no último dia 11, no hall do bloco São Marcelino Champagnat e reuniu professores e alunos da instituição.

      Publicada desde 2002 pela Pró-Reitoria de Extensão, a cada semestre a revista aborda um tema específico, decidido pelo conselho editorial, formado por professores como Cristovam Buarque e Tânia Mara. O tema dessa edição é "Extensão e Aprendizagem".

       Coordenador da revista desde a última edição, o professor do curso de Letras Marcos Sílvio Pinheiro, destaca que "a revista tem esse nome porque significa uma troca de opiniões e idéias". A tiragem semestral é de 1300 exemplares, distribuídos pela Editora Universa para universidades públicas e privadas em todo o país.

        No coquetel de lançamento, com vinhos e frios, houve a apresentação da banda "Clube de Choro" da Escola de Música de Brasília.

 

 

               

Semana da Comunicação

Eu comunico, você “SECOMUNICA”

 

VI Semana da Comunicação debate realidade do curso, que completa dez anos na UCB

Ailim Braz

            

           A partir de segunda-feira (22/05) os estudantes de Jornalismo e Publicidade terão uma semana a seu dispor. É que acontece a IV SECOMUNICA, a Semana da Comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCB). O evento oferece palestras, oficinas técnicas, exibição de filmes e exposições e conta com a participação de convidados especiais. Até lá, deixa ansiosos alunos como Bruna Santos, do terceiro semestre de Publicidade, que promete não faltar à programação.

Neste ano, o evento acontece em cinco dias, e não mais em três como nas edições anteriores. Outra novidade é a abordagem. Além de buscar a valorização interna do curso, mostrar o que é produzido por alunos e professores e abrir espaço para a discussão e integração acadêmica, esta edição tem um caráter comemorativo pelos dez anos do curso de Comunicação Social na UCB.

Segundo o diretor do curso, João José Curvello, a programação ainda não está completa. “A cada ano planejamos atividades novas. E como o imprevisto é típico em nossa profissão, algumas participações só se confirmam na hora”, justifica. Como as atividades não exigem inscrições antecipadas, Curvello dispensa a necessidade de divulgação prévia. Mas garante: “até o final da semana o programa definitivo da SECOMUNICA estará disponível no ‘Graduação Online’”.

                        

Para Bruna Santos, a Semana é a oportunidade de aprender fora da sala de aula, acrescentando ao currículo o conhecimento prático na área de atuação. “Prefiro as atividades que me acrescentem algo objetivo e concreto, como as oficinas e as palestras ligadas ao cotidiano da minha futura profissão”, afirma a estudante.

Tecnologia Digital

TV ou computador?

 

Profissionais de Comunicação se reúnem para discutir as implicações da digitalização da radiodifusão brasileira

Ailim Braz

            

 

Enviar e receber e-mails, fazer compras e movimentações bancárias, ter uma imagem mais nítida e ver tudo de diferentes ângulos na telinha. Há alguns meses a implantação da TV e rádio digital no Brasil e suas características ganharam espaços de discussão. Mas afinal, quais as implicações e benefícios do processo? Para debater o assunto, aconteceu no auditório Joaquim Nabuco, da Universidade de Brasília (UnB), na última segunda-feira (15/05), o seminário “Digitalização da TV e Rádio Digital Brasileiras, o que isto significa?”.

O encontro contou com a participação do secretário de diversidade cultural do Ministério da Cultura, Sérgio Mambert, do diretor da Telesur, Beto Almeida, do coordenador do Laboratório de Políticas de Comunicação da UnB (LaPCom), Murilo César Ramos e do jornalista representante do Coletivo Intervozes, Jonas Valente.

Sérgio Mambert, conhecido por sua atuação no programa Castelo Rá-Tim-Bum, destaca o fato de haver no Brasil um monopólio da comunicação. Para o secretário, “o que ocorre é a concentração da mídia nas mãos de algumas poucas famílias”. Como forma de reverter a situação, Mambert defende a criação de uma TV pública.

Murilo César Ramos, com a mesma opinião de Mambert, afirma que “a digitalização só vai afastar ainda mais as pessoas comuns das empresas de comunicação, uma vez que os proprietários dessas empresas serão os primeiros, senão os únicos, a se adaptarem” à nova tecnologia.

Dando destaque à capacidade e competência brasileiras para desenvolver uma tecnologia própria, Beto Almeida criticou a pressa pela digitalização. Segundo o diretor, os maiores interessados no assunto são as empresas. “Se o Brasil pode desenvolver sua própria tecnologia digital, porque comprar um pacote fechado dos Estados Unidos, Europa ou Japão?”, questionou. O melhor, conforme Almeida, seria que o Brasil desenvolvesse uma digitalização que satisfizesse suas necessidades mesmo que isso demorasse mais alguns anos.

Todos os palestrantes defendem a digitalização da TV e do rádio como forma de democratização da comunicação. Para Jonas Valente, a nova tecnologia digital propiciaria, além de uma diversidade cultural, uma diversidade informativa. Permitiria uma maior quantidade de canais, conteúdo e qualidade. “A comunicação é um direito de todos!”, enfatiza o jornalista.

Plano Piloto

O caos da Rodoviária

 

Maria Lobo Portela

                Foto: Ailim Braz 

                  

       Pedestres, carros e camelôs: uma incansável disputa na Rodoviária

 

Depois de mais um dia de trabalho, às 18h, Ruth Nunes, 38, mãe de três filhos, que trabalha como taquígrafa no Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE, segue para a Rodoviária do Plano Piloto, onde pega o ônibus para a cidade de Planaltina (cidade satélite a 38,5 km à Plataforma que liga o Conjunto Nacional e a Rodoviária a taquígrafa tem que enfrentar o caos vivido por milhares de brasilienses todos os dias: passar pelo bloqueio feito pelas mercadorias de camelôs que ocupa toda a calçada. “Isso aqui virou rotina: a total falta de ordem, o caminho obstruído. Embora eu entenda a necessidade de sobrevivência das pessoas é um desrespeito que espalhem suas mercadorias além das laterais do trecho, utilizando praticamente todo o espaço, impossibilitando livre passagem”, diz Ruth Nunes.

Dezenas de vendedores ambulantes amontoados embaraçam as calçadas, que deveriam ser utilizadas pelos pedestres. Muitos andam no meio da rua, entres os carros, para desviar-se das bancas de camelôs, provocando a indignação dos motoristas que por ali passam.

Vende-se de tudo nas bancas. Frutas, roupas intimas, jóias e até produtos de higiene pessoal são ofertados aos transeuntes. ”Estamos esperando a construção do Shopping Popular, ao lado da Rodoferroviária”, diz Maria Sampaio, ambulante, que trabalha há cinco anos vendendo roupas infantis na Rodoviária.

Segundo a Secretaria de Infra-estrutura do Distrito Federal, o Shopping Popular estará pronto até o final de 2006. Enquanto o projeto não se concretiza, Ruth e os milhares de pedestres que utilizam a Rodoviária terão que dividir o mesmo espaço com os ambulantes e motoristas.

Taguatinga

Revitalizar é preciso

 

Projeto que prevê reurbanização do Centro de Taguatinga pretende deslocar os ambulantes, descongestionar o trânsito e diminuir a poluição

 

Joceline Gomes

 

Na avenida principal, ambulantes, vans e pedestres disputam o espaço  

 

Quem passa pelo Centro de Taguatinga sabe como é: o barulho dos automóveis e a sujeira provocada pelos camelôs e panfletistas poluem o visual da cidade, já carregado pelo grande número de painéis e placas publicitárias. Além disso, a fumaça é insuportável até nas horas de menor movimento do dia.

Um projeto da Administração de Taguatinga pretende retirar os ambulantes do Centro da cidade, desviar a rota de vans do transporte alternativo para outra avenida e revitalizar prédios comerciais. Segundo o atual administrador de Taguatinga, Geraldo Barbosa de Castro, a questão com os ambulantes é antiga, mas ainda não foi solucionada por falta de um local determinado para serem transferidos. “Quando as lotações começarem a estacionar na Avenida das Palmeiras, grande parte dos camelôs irão para lá”, diz o administrador. “Não há como alegar que não terão público”, afirma a chefe da Divisão de Projetos da Administração, Renata Caetano. As obras para alargamento e duplicação de vias na Avenida das Palmeiras já estão em andamento, e encontram-se atrasadas apenas devido às chuvas das últimas semanas.

A reurbanização incluirá também a padronização das placas comerciais. Ao invés de uma placa por loja, os letreiros discriminariam todos os estabelecimentos presentes naquele complexo predial, tanto interna quanto externamente. O tema ainda não foi debatido com os comerciantes.

Segundo Geraldo Barbosa, mesmo sem a devida autorização, os panfletistas permanecerão na cidade após a revitalização. “A fiscalização dessa classe não é responsabilidade da Administração, e sim da Secretaria de Fiscalização”, diz o administrador.

            A conclusão das obras melhorará a qualidade de vida de toda a população. Porém, até lá, a cidade será mais caótica do que já é. “Todo progresso traz transtorno. Mas transtorno, de qualquer maneira, nós já temos”, constata Geraldo.

 

Foto: Fabiula Vasconcelos

Fotografia

Exposição fotográfica no CCBB homenageia os trabalhadores brasileiros

 

Joceline Gomes

 

                               

 

O Centro Cultural Banco do Brasil traz a Brasília a exposição fotográfica Trabalho e Trabalhadores no Brasil, que reúne retratos históricos e atuais em várias cidades brasileiras abordando as diferentes categorias profissionais e a participação dos trabalhadores na sociedade.

As imagens presentes na exposição são, em grande parte, inéditas, retiradas de arquivos públicos, universidades, sindicatos, agências ou mesmo coleções particulares de fotógrafos e militantes de partidos políticos. Produzidas tanto por profissionais quanto por fotógrafos anônimos de todo o país, as fotografias compiladas são o resultado de uma ampla pesquisa em acervos de dez cidades brasileiras, e apresenta um panorama da diversidade e a evolução das relações trabalhistas no Brasil.

            A exposição contém cerca de 150 fotos dividas em três módulos. O módulo “Construindo um país” apresenta como o trabalho contribuiu na construção do Brasil, suas características particulares nas várias regiões do país e nos diferentes momentos históricos. Na seção “Mundos do Trabalho” aborda-se os espaços e as formas de sociabilidade que se estendem do ambiente de trabalho para fora dele, como bailes e festas. E por último, no espaço “Trabalho e Cidadania” revela-se a relação entre os trabalhadores e a sociedade, em movimentos sindicais, greves e protestos que ajudaram a regulamentar e proteger os direitos individuais e coletivos dos trabalhadores.

            Retratando mais de 120 anos de história, esta exposição serve a um propósito documental que vale a pena ser conferido. A mostra estará em Brasília, até o dia 14/05, de segunda a sexta-feira, das 11h às 21h no CCBB, e a entrada é franca.

Saúde

Água Potável. Será?

Marília Milhomen

                         

A partir desse mês, a conta de água dos brasileiros irá mudar. Uma decisão, prevista no decreto presidencial número 5440 de 2005,entrou em vigor no dia 15 de março. O decreto obriga todas as companhias estaduais de saneamento e abastecimento, a discriminar nas contas mensais de água os resultados sobre a qualidade da água que utilizamos. O consumidor Danilo Luiz defende o decreto “será muito melhor assim porque a gente vai saber que tipo de água estamos consumindo” declarou.

Os resultados das análises de  Turbidez, cor e níveis de cloro, flúor e coliformes, deverão ser divulgados com uma linguagem de fácil compreensão para facilitar a leitura de pessoas com pouca escolaridade como a empregada doméstica Ivoneide Gomes.“Se vai mostrar para todo mundo, a gente tem pelo menos que entender o que está falando a conta de água”afirmou Gomes.

 Todos os elementos irão seguir os padrões de potabilidade estabelecido pelo Ministério da Saúde e as contas deverão conter também informações educativas sobre o consumo sustentável da água.

Profissão

Dicas para futuros jornalistas!

 Marília Milhomen

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal está num impasse com os patrões das redações. Após um longo período de negociações a categoria dos jornalistas decidiu não aceitar a contraproposta de reajuste de apenas 4%. Segundo o presidente do Sindicato, Romário Schettino, esse reajuste não satisfaz a categoria, “o faturamento das empresas de comunicação, segundo o IBGE cresceu entre 8% e 12% e diante desta última resposta às nossas reivindicações, não há alternativa, vamos convocar a categoria para aprovar o dissídio coletivo”.Cabe a nós futuros jornalistas entrar nesta luta e defender nossos direitos!

UCB

Simplicidade para vencer

 

Dalila Saúde

 

          Se não bastasse seu ótimo humor, Janete de Pinto Pereira, 69, é uma velhinha caprichosa e muito trabalhadora. Natural de Canavieiras, a 580 km da cidade de Salvador, trabalha até os dias de hoje como cozinheira, ofício que aprendeu na infância.

         Em busca de uma vida mais confortável, mudou-se para o Rio de Janeiro (na época capital do Brasil). Lá permaneceu por 14 anos como doméstica. Morou no Méier, na Barra da Tijuca, e desfilou mais de uma vez na escola de samba Salgueiro. Em 1960, quando a capital foi transferida, veio para Brasília. Janete se mudou no mesmo ano.

        Chegou à nova capital no caminhão de uma construtora de obras, que já não existe mais. Morava no quartel dos bombeiros, na avenida W3, e vendia marmitas para os candangos. Trabalhou na Feira dos Estados por três anos e chegou a conhecer Ioná Maia, colega de Bernardo Sayão e Hilda Sayão, arquitetos e engenheiros da cidade.

         Não demorou muito para ir trabalhar com a família do presidente Juscelino Kubitscheck. Hospedada na Mansão Cristina, nome da avó de Juscelino, cozinhava para o sobrinho Ildeu de Oliveira e era tratada com muito amor. Sem diferenças na relação entre patroa e empregada, Janete era quase um membro da família.

        Candanga de coração, Janete hoje mora em Taguatinga Sul. oito anos, trabalha na Universidade Católica de Brasília (UCB). Com sua humilde caixinha de quitutes, com vários tipos de salgados, e garrafas de café, não enfrenta problemas de relacionamento com os quiosques que já estão no local e pagam impostos ao Governo do Distrito Federal (GDF).

       Acorda às 3h45 da manhã e só sai de casa após ouvir no rádio uma oração matinal. A jornada se estende até às 10h da manhã. Mora sozinha, tem uma filha, (Sueli Pereira da Conceição. 52), quatro netos e dois bisnetos. Janete considera-se realizada: “Se eu morresse hoje, minha filha, eu tava era muito feliz”.

          

               

Janete, 69, e a barraquinha de quitutes.     O sorriso é marca registrada.

Uma ajuda ao estacionar

 

Vigias dos estacionamentos da UCB auxiliam condutores com simpatia e disposição

 

Ailim Braz

 

Irritação, atrasos, furto de objetos e pequenas colisões de veículos. Esses são alguns dos problemas citados por estudantes, professores e funcionários da Universidade Católica de Brasília (UCB). Logo ao chegar pela manhã, enfrentam filas na entrada do Campus e uma incansável procura por vagas nos estacionamentos. Mas em meio ao corre-corre dos freqüentadores da Instituição, a simpatia dos vigias ameniza as reclamações dos condutores dos automóveis.

Roberto Paulino, um dos responsáveis pelo estacionamento privativo dos professores, afirma que o seu trabalho vai muito além de controlar a entrada, a saída e a segurança dos carros ali estacionados. “Sempre que necessário, ajudo a carregarem os materiais até os blocos, os deficientes a descerem dos veículos, tudo o que estiver ao meu alcance”, diz.

            Há pouco mais de seis meses no serviço, Paulino se queixa apenas do comportamento de alguns professores ao estacionarem. “Eles são muito exigentes. E, pra piorar, não fixam o selo de identificação no pára-brisas. Até parece que temos de adivinhar quem é, ou não, professor e pode estacionar aqui”, brinca, referindo-se à restrição do estacionamento. O selo de identificação para professores pode ser conseguido no Departamento de Gestão de Pessoas, localizado na prefeitura da UCB, ao lado do bloco “K”.

 

                                       

                                                     Fernanda Alves

             Para Fernanda Alves, estudante de Jornalismo que utiliza outros estacionamentos da UCB, os vigias “realmente são prestativos. Eles sempre nos auxiliam na localização de vagas e, se a segurança não anda legal, não é por causa deles. Minha única reclamação é o preço cobrado nos estacionamentos”. Com a mesma opinião, o estudante de publicidade, João Gabriel de Pinho, acrescenta apenas a necessidade de ampliação de vagas para estacionar. “Existem muitas áreas verdes inutilizáveis no Campus que deveriam se converter em estacionamentos. Assim, não perderíamos tanto tempo, nem chegaríamos atrasados às aulas”, afirma.

Leitura

A televisão e os sotaques brasileiros

 

Jornalista lança o livro “Sotaques na TV” que analisa a fala da televisão brasileira e a relação com a diversidade de sotaques do país

                           

Que falar é esse que a gente vê (ouve) na TV? Nas novelas regionais e de época, percebemos uma tentativa de aproximação com os sotaques regionais. Nos jornais de horário nobre, que deveriam preocupar-se com a representação fiel da realidade, observamos um distanciamento dos diversos falares que existem no país.

Jornalista, Ana Lúcia Medeiros conheceu a rotina de produção televisiva quando ainda morava no Nordeste. Percebeu que os repórteres modificam o jeito de falar quando se posicionam diante da câmera. A inquietação motivou a pesquisa desenvolvida no mestrado em Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). E a dissertação de mestrado deu origem ao livro “Sotaques na TV”.

Para entender como a televisão brasileira constrói um padrão próprio de fala, a autora entrevistou 30 profissionais de TV. São atores, editores, repórteres e fonoaudiólogas. Entre os entrevistados, destacam-se nomes como Vera Holtz, Mário Lago, Carlos Chagas, Paulo Henrique Amorim, Boris Casoy, Ana Paula Padrão, Geraldo Canali, Glorinha Beuttenmüller, Mara Neubarth, Lúcia Magalhães e Chico Pinheiro.

O lançamento do livro “Sotaques na TV” será às 19h da próxima quarta-feira, 3 de maio, no Restaurante Carpe Diem da 104 Sul.

Saúde

A Católica trabalhando sem dor

 

O que você não sabia sobre os DORTs

 

Angélica Oliveira

 

Excesso de carga horária, tarefas e movimentos repetitivos, estresse e posturas incorretas, além de viciosas. Este é o dia-a-dia da maioria dos trabalhadores em qualquer área. Porém, cansaço e desconforto não são os únicos danos.

As LER/Dorts são a maior preocupação. Além de ocasionarem doenças como tendinite, bursite e síndrome do túnel do carpo, elas são as grandes responsáveis por pedidos de afastamento devido a danos físicos.

O desinteresse com o bem estar dos funcionários agrava essa situação. Projetos de apoio ao trabalhador no combate a esse tipo de lesão aumentaram em todo o Brasil. Alguns exemplos disso são a criação do Instituto Nacional de Prevenção das LER/Dorts e, também, do Dia Internacional de prevenção a elas.

Mas não é preciso ver de forma tão geral. O tratamento dado ao funcionário já é mais valorizado aqui mesmo, dentro da Universidade Católica de Brasília (UCB). Segundo a fisioterapeuta e professora da universidade, Sara Freitas de Oliveira, o projeto “Ergonomia no Campus” foi implantado em 2003 e auxilia funcionários dos Campus I e II e do Hospital da Católica.

            O projeto une estagiários, alunos e professores do curso de fisioterapia na prática de exercícios diários com os funcionários. Conta com a análise ergonômica do ambiente, a educação quanto à postura e a importância de exercícios de relaxamento e alongamento antes da jornada de trabalho. “Dessa forma, as chances de lesão diminuem e todos trabalham melhor”, explica a professora.

festival de música

Giraffestival

 

Fabiula Vasconcelos

 

            A rede de lanchonetes Giraffa`s promove um mega show em comemoração aos 25 anos em Brasília. O evento acontece dia 6 de maio às 18h na Esplanada dos Ministérios. Os ingressos estão sendo trocados por 1 kg de alimento não perecível em qualquer Giraffa´s do Distrito Federal. O festival contará com a apresentação de Mr. Magoo, Capital Inicial, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso, Capitão do Cerrado, Dj patife, Dj Mario ficshetti e as duas bandas finalistas do Giraffestival.

Evento

Embrapa dos pesquisadores

 

Fórum realizado por pesquisadores da Embrapa tratarão de temas relacionados ao interesse do público urbano em exposição e congresso

 

Dalila Saúde

 

            A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza em Brasília, dentre os dias 24 a 30 de abril, dois importantes eventos para o ramo de pesquisas: a “V Exposição Ciência para a Vida” e o “II congresso Brasileiro da Cadeia Produtiva do Arroz”.

           A “V Exposição Ciência para a Vida” com tema: “Popularização da Ciência e Tecnologia”, situada no Parque Estação Biológica, W3 norte, Sede da Embrapa. Têm como objetivo mostrar ao público urbano o resultado das árduas pesquisas e realizar debates e ramificações de temas como o desenvolvimento sustentável. Nas edições anteriores da exposição foram abordados temas como “Ciência e Sociedade” e um “Fórum das Américas para pesquisa e desenvolvimento tecnológico”. Restaurante rural, feira de livros, cozinha experimental, e, um armazém da microempresa são algumas das atrações oferecidas para quem deseja desfrutar os seis dias de exposição, com estimativa de 70 mil visitantes até o término do evento.

          Essa “V Exposição Ciência para a Vida” sedia o “II congresso Brasileiro da Cadeia Produtiva do Arroz” e a “VII Reunião Nacional da Pesquisa de Arroz” que ocorre desde o dia 26 de abril e irá até o dia 28, no mesmo local. Todos os assuntos relacionados à indústria, produção, pesquisa, MERCOSUL são abordados através de conferências e painéis para que possa ser mostrado os benefícios do cultivo do arroz.

          A entrada é franca, e o evento funciona desde às 10h da manhã e se estende até as 22h. Para encerrar as atividades diárias, apresentações de catira, chorinho, e artistas sertanejos se apresentam na Praça Agrocultura, por volta das 8h da noite

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